Apresentadora da Globo luta contra doença degenerativa: “Não é o fim”

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A jornalista Renata Capucci, bem-sucedida como apresentadora e repórter da Globo, veio a público recentemente para revelar a luta que tem travado há quatro anos, desde que descobriu ter Mal de Parkinson.

Renata Capucci

Em entrevista ao podcast Isso é Fantástico, ela desabafou sobre o diagnóstico: “Chegou a minha hora, chegou a minha vez de me libertar. Porque viver com esse segredo é ruim”.

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História de sucesso

Renata Capucci

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Renata Capucci nasceu no Rio de Janeiro, em 19 de abril de 1973. Ela, que cursou Jornalismo na PUC-RJ, estreou na TV através do SporTV e seguiu para a Rede Manchete em meados de 1995. Além de comandar o noticiário local Rio em Manchete, Renata também passou pela bancada do principal jornal da casa.

A transferência para a Globo se deu no mesmo ano. Capucci respondeu pela ancoragem das duas edições do RJTV e, eventualmente, do Jornal Hoje, onde também brilhou como entrevistadora nas edições de sábado. Ela ainda atuou como repórter do Jornal Nacional e do Fantástico – revista eletrônica na qual dá expediente atualmente.

Em 1999, a jornalista conduziu o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro ao lado de Fernando Vanucci. Três anos depois, ela foi convocada para os boletins De Olho no Big Brother Brasil, que repercutia os acontecimentos do reality show nos intervalos da programação.

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Desabafo

Renata Capucci

Em junho deste ano, Renata Capucci revelou o segredo que guardava há quarto anos. Durante o podcast Isso é Fantástico, ela contou que foi diagnosticada com Mal de Parkinson e explicou a decisão de expor publicamente a luta contra a doença neurodegenerativa.

“Chegou a minha hora, chegou a minha vez de me libertar. Porque viver com esse segredo é ruim. Você se sente vivendo uma vida fake, porque parte de você é de um jeito e você fica escondendo a outra parte de outras pessoas. No meu caso, a maioria das pessoas, porque eu sou uma pessoa pública”, iniciou.

“Eu fui diagnosticada com a doença de Parkinson em outubro de 2018, quando eu tinha 45 anos. Hoje, eu tenho 49”, declarou Renata.

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O diagnóstico e o susto

Renata Capucci

A jornalista relembrou que o diagnóstico ocorreu enquanto ela participava da segunda temporada do reality Popstar, no qual mostrou seu talento como cantora. Capucci passou, repentinamente, a mancar.

“Eu comecei a mancar e as pessoas falavam para mim: ‘Por que você está mancando Renata?’. E eu falava: ‘Eu não estou mancando’. Eu não percebia que eu estava mancando. Aí fui fazer fisioterapia, osteopatia, e a coisa não mudou. E aí em um dado momento, no meio do ‘Popstar’, depois do sexto programa, eu estava em casa e o meu braço subiu sozinho, enrijecido”, rememorou.

“E o meu marido, que é médico, logo depois do programa, me levou para um hospital que tinha emergência neurológica e eu fui diagnosticada com Parkinson. Aquilo caiu como uma bigorna em cima da minha cabeça”, confidenciou.

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“Senhor Parkinson, eu tenho você, você não me tem”

Renata Capucci

O Parkinson é uma doença caracterizada pela rigidez muscular, por tremores e pela lentidão de movimentos. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que 200 mil brasileiros tenham sido afetados pela patologia. Do total de pessoas com Parkinson em todo o mundo, cerca de 10% a 15% são acometidos antes dos 50 anos, como foi o caso de Renata Capucci.

Casada com o cirurgião plástico Ivo Sternick e mãe de duas filhas, Renata garantiu estar bem e feliz. Ela fez questão de afirmar que não quer se transformar em mártir, nem despertar pena, pois está convivendo com a moléstia com bastante tranquilidade.

“Ao contrário, eu tenho orgulho da minha trajetória. Eu tenho orgulho da maneira como eu encaro essa doença, porque eu encaro ela de frente hoje. Já passei por todas as fases, da depressão, da negação. Hoje, eu estou na fase que eu olho essa doença de frente e eu falo assim: ‘Senhor Parkinson, eu tenho você, você não me tem’. Eu faço tudo o que posso de exercício, de remédio e eu tenho uma vida positiva. Eu me sinto feliz, apesar de tudo”, afirmou.

“Não é fácil. Mas não é o fim”, concluiu.

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