Além da Presidência, Silvio Santos quase foi candidato à prefeito de São Paulo - TV História

Além da Presidência, Silvio Santos quase foi candidato à prefeito de São Paulo

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Neste domingo (15), todas as cidades do Brasil estarão ligadas nas eleições municipais. Como sempre, algumas celebridades buscam um lugar ao sol na vida pública, seja na câmara dos vereadores ou até no gabinete da prefeitura. Em um passado não tão distante, uma grande estrela nacional quase se candidatou à Prefeitura de São Paulo: Silvio Santos começava seu confuso namoro com a política.

Em 1988, depois de ficar afastado da TV e ir para os EUA tratar de um problema nas cordas vocais, o animador voltou com a ideia de entrar na política para tentar, de fato, contribuir com a sociedade que tanto lhe ajudou.

Na época, o povo paulistano iria escolher seu novo prefeito após a desastrosa administração de Jânio Quadros à frente da cidade. O então Partido da Frente Liberal (PFL), hoje Democratas, convidou Silvio para filiar-se ao partido e concorrer ao pleito de novembro por meio de uma carta com os dizeres que o artista era o “esperado Messias”.

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A partir de então, a imprensa começou a especular uma eventual candidatura do empresário, que nem afirmava e nem desmentia, apenas pedia para que as pessoas assistissem o Show de Calouros, onde ele anunciaria – ou não – a possível candidatura.

Durante o aguardado programa, Silvio perguntou a opinião dos jurados, funcionários e diretores do SBT se deveria se candidatar ou não. A seguir, ligou ao vivo para sua esposa, Iris Abravanel, também teve a opinião de sua filha Silvia e do prefeito Jânio Quadros. Até uma pesquisa do Datafolha ele levou ao palco: estava em primeiro lugar, com 19% dos votos.

Os telespectadores estavam ansiosos para saber a resposta do apresentador, mas não foi naquele dia que ele deu a resposta definitiva. Ao longo da semana, ele experimentou estar em todos os jornais, recebendo convite para jantar com políticos e andando na corda bamba: ora declinava, ora aceitava.

Depois de tantas idas e vindas, Silvio finalmente confirmou que seria candidato, mas levantou uma lista de dúvidas: o prefeito pode ser apresentador de auditório? Pode folgar sexta e domingo ou ir a Miami quando quiser? O prefeito pode falar o que quiser em sua estação de TV?

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Além dessas questões, Silvio não sabia de fato se queria concorrer à prefeitura. As críticas começaram a surgir, dizendo que a candidatura dele seria um desastre para a administração pública. Até mesmo dentro do partido, havia uma atmosfera de insatisfação com a demora de Silvio em assumir sua candidatura e começar a colocar a campanha eleitoral em prática, já que os demais partidos estavam se definindo e o tempo era curto.

Silvio viajou para os Estados Unidos, dizendo que tiraria alguns dias de férias, mas aproveitou para fugir do turbilhão político em que se meteu. Neste meio tempo, o PFL pensava em apoiar o candidato do então governador Orestes Quércia. Quando o empresário voltou da viagem, declarou que estava desistindo da candidatura, por recomendação médica: não deveria fazer o uso excessivo da voz.

Esse só foi o começo da aventura política de Silvio Santos, que enfrentaria um desafio ainda maior no ano seguinte, ao tentar a candidatura para a presidência da República.



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