A Favorita teve versão bem diferente exibida no exterior; entenda o motivo

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Atual cartaz do Vale a Pena Ver de Novo, A Favorita (2008) teve uma versão bem diferente no exterior. A Globo “encaretou” a trama para o mercado externo.

A Favorita

Estreia do autor João Emanuel Carneiro às 21h, A Favorita fugiu das regras do folhetim ao esconder do público quem era a mocinha e quem era a vilã.

Narrativa incomum

A Favorita

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O núcleo central destacava a rivalidade de Flora (Patrícia Pillar) e Donatela (Claudia Raia). Parceiras no passado, quando se apresentavam como a dupla sertaneja Faísca e Espoleta – famosas pelo hit Beijinho Doce –, elas trocavam acusações por conta do assassinato de Marcelo (Flávio Tolezani).

Flora cumpriu 18 anos de pena por ter sido julgada culpada pelo crime, enquanto Donatela, viúva de Marcelo, criou a filha que, supostamente, era dele e da rival: Lara (Mariana Ximenes). Ao deixar a cadeia, a vilã busca formas de desmontar a “narrativa” que, segundo ela, a mocinha criou para condená-la.

A Favorita

Até a revelação do verdadeiro caráter de Flora, no capítulo 56, exibido em 5 de agosto de 2008, público e personagens acumularam dúvidas sobre qual das duas histórias era verídica. Donatela enfrentou inúmeras provações até conseguir provar sua inocência e reconquistar Lara, iludida pela mãe biológica.

Cortes em nome da audiência

João Emanuel Carneiro

A Favorita demorou a engrenar no Brasil, por conta da concorrência com Os Mutantes – Caminhos do Coração (2008) e da narrativa, digamos, incomum. Para comercializar a novela no exterior, a Globo resumiu o primeiro terço, precipitando a descoberta de Flora como vilã.

O canal tomou essa decisão temendo que os telespectadores latinos, que consomem produções com enredos maniqueístas, não compreendessem a estratégia do autor. Com isso, A Favorita perdeu cerca de 50 dos seus 197 capítulos originais.

Até novembro de 2009, a trama já havia sido vendida para 18 países – entre eles Cuba e Coreia do Sul. No mesmo período, Da Cor do Pecado (2004), outro título escrito por João Emanuel, liderava a lista de vendas, com cerca de 100 países, em média 20 contratos internacionais por ano.

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