O público da Globo pode rever Ivan Cândido como Franklin em Rainha da Sucata, novela de Silvio de Abreu que está sendo reprisada no Vale a Pena Ver de Novo. O ator, que faleceu em 31 de maio de 2016, aos 84 anos, construiu uma carreira extensa e multifacetada, marcada por passagens importantes pelo teatro, cinema e televisão brasileiras.

Nascido no Rio de Janeiro em 21 de dezembro de 1931, Ivan Cândido iniciou a carreira no teatro nos anos 1950, integrando montagens de As Três Irmãs e A Viúva Astuciosa. No cinema, estreou em 1962, no longa Boca de Ouro, de Nelson Pereira dos Santos, e se destacou como um dos expoentes do Cinema Novo, participando de filmes como Os Fuzis (1963), de Ruy Guerra, e A Falecida (1965), de Leon Hirszman.

Ao longo de sua trajetória, atuou em clássicos como A Cartomante (1974), Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (1977) – que lhe rendeu o prêmio de melhor ator coadjuvante no Festival de Gramado, em 1978 -, Pra Frente, Brasil (1981) e Luz del Fuego (1982), construindo um legado respeitado na história do cinema nacional.

Carreira na televisão

Na televisão, Ivan Cândido integrou produções icônicas da dramaturgia brasileira, incluindo Irmãos Coragem (1970) — sua estreia na telinha —, Dancin’ Days (1978), O Casarão (1976), Pai Herói (1979), Elas por Elas (1982), Roda de Fogo (1986), Pátria Minha (1994) e Senhora do Destino (2004). Também esteve à frente do elenco da série Tamanho Família (1985) e participou de minisséries como Tenda dos Milagres (1985) e Anos Rebeldes (1992), consolidando-se como um ator versátil e de grande presença na TV.

Em Rainha da Sucata, deu vida a um personagem secundário envolvido nos negócios escusos de Renato (Daniel Filho), cúmplice que acaba sendo morto pelo ex-parceiro na trama.

Por onde anda Ivan Cândido, o Franklin de Rainha da Sucata?

Ivan Cândido morreu em 31 de maio de 2016, aos 84 anos. Ele havia sido internado no final de abril, após apresentar febre alta que evoluiu para pneumonia, e não resistiu após sofrer três paradas cardíacos. O ator foi cremado no Cemitério do Cajú, no Rio de Janeiro.

O artista foi casado com Lorelita Messina (1951–2008) e deixou três filhas — Lena, Lola e Luna — que lhe deram quatro netos.

Sua última novela foi Cobras e Lagartos (2006), na qual interpretou o Padre Valeriano. No cinema, seu último trabalho também foi em 2006, no filme Zuzu Angel.

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