Estresse do autor e início de tradição: 5 curiosidades de sucesso da Globo que terminava em 1980

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Há exatamente 41 anos, no dia 9 de agosto de 1980, a Globo exibia o último capítulo de Água Viva, um dos grandes sucessos da faixa das oito da história da emissora.

Confira abaixo cinco curiosidades sobre a trama:

Excelente audiência

Água Viva, que inicialmente se chamaria Vento Norte, arejou o horário das oito da Globo, acostumado a dramalhões, logo após o desastre da trama anterior, Os Gigantes.

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Mostrando muito sol e as praias do Rio de Janeiro, a trama obteve, em seus primeiros capítulos, a melhor audiência da Globo desde o último capítulo de Dancin’ Days, do próprio autor. O sucesso de audiência e repercussão seguiu até o final.

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Estresse do autor

Escrevendo a novela sozinho e estressado com o acúmulo de trabalho, Gilberto Braga pediu para a Globo um colaborador para lhe auxiliar na roteirização dos capítulos. A emissora designou Manoel Carlos, que já havia feito Maria Maria e A Sucessora, para lhe ajudar a partir do capítulo 60.

“Escrever sozinho 150 capítulos é massacrante. Eu já estava sem energia até para fazer amor”, declarou Braga à revista Veja. “A novela será sempre dele”, enfatizou Maneco na mesma reportagem.

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Polêmica com topless

A novela teve uma polêmica envolvendo o topless das atrizes Tônia Carrero, Glória Pires, Maria Zilda e Maria Padilha. Elas iriam gravar uma simulação do ato no Posto 9, em Ipanema, utilizando um par de adesivos para cobrir os seios. O público que estava no local não gostou da situação e a gravação foi abortada.

“Quando os curiosos perceberam que faríamos topless, nos expulsaram da praia jogando latas e areia”, declarou Padilha. Para fugir de confusões, as cenas foram feitas em São Conrado e repercutiram entre o público.

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Primeiro “quem matou?” de Gilberto Braga

O que virou uma tradição nas novelas de Gilberto Braga nasceu em Água Viva. Foi nesta trama que ele fez o primeiro “quem matou?” de suas histórias. O médico Miguel Fragonard (Raul Cortez) foi misteriosamente assassinado quando faltavam 21 capítulos para o término da produção.

No final, revelou-se que o assassino era Kleber (José Lewgoy), que foi preso. No entanto, Braga não gostou muito do que fez. Ao livro “A Seguir, Cenas do Próximo Capítulo”, de André Bernardo e Cíntia Lopes, ele disse que a situação foi “bem precária”.

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Personagens marcantes

Água Viva teve diversos personagens marcantes. Já consagrado no teatro, Raul Cortez estreou nas novelas da Globo para, enfim, se tornar um ator popular. Muito antes de Odete Roitman, de Vale Tudo, Beatriz Segall viveu sua primeira vilã em Água Viva, como a promotora de eventos Lourdes Mesquita, ganhando o papel após a decepção por sua falta de destaque em Dancin’ Days.

A socialiate Stella Simpson foi o melhor papel de Tônia Carrero na televisão. Um fato curioso é que, inicialmente, ela viveria Lourdes.

Para completar, a jovem Isabela Garcia como a doce órfã Maria Helena, e Lucélia Santos, que se destacou como Janete, uma jovem de ideias muito firmes. O nome da personagem foi uma homenagem de Gilberto Braga à sua mentora, Janete Clair.

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