15 anos longe das novelas: saiba por que Lucélia Santos sumiu da TV

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Uma das atrizes mais populares do Brasil nos anos 1970 e 1980 e adorada na China até hoje por causa da novela Escrava Isaura, Lucélia Santos nasceu em 20 de maio de 1957, em Santo André (SP).

Estreou aos 14 anos no teatro e depois seguiu para a televisão, onde estreou logo no papel de protagonista, como Isaura, na trama de Gilberto Braga exibida em 1976. Trata-se de um grande sucesso da Rede Globo e uma das novelas mais exportadas da história da emissora.

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Depois disso, vieram papeis de destaque em Locomotivas, Água Viva, Guerra dos Sexos, Vereda Tropical, Sinhá Moça e Carmem. Diminuiu sua presença na televisão a partir da década de 1990, participando, na Globo, de Caso Especial e Você Decide. No SBT, ainda se destacou em Sangue do Meu Sangue e foi a protagonista de Dona Anja.

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Nos anos 2000, teve um papel de destaque como Fausta em Cidadão Brasileiro, da Record, sua última novela no Brasil até o momento, e foi uma das principais personagens da série Donas de Casa Desesperadas, da RedeTV!, que não obteve o êxito esperado.

Na Globo, fez pequenas participações em Linha Direta, Casos e Acasos, Aline e esteve na Dança dos Famosos, do Domingão do Faustão, em 2014. Em 2016, viveu ela mesma em Vai que Cola, do Multishow.

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Mudança para Portugal

Mudou-se para Portugal, onde foi uma das estrelas da novela Na Corda Bamba, da TVI, no papel de Marília Montenegro. Pouco antes da explosão da pandemia do novo coronavírus, voltou ao Brasil, onde está no momento.

Atualmente com 65 anos, em entrevista ao programa Você na TV, da TVI, no ano passado, ela disse que estava revoltada com a situação brasileira e que é perseguida por conta de sua posição política.

“Sou perseguida por isso há muito anos. Eu sempre tive uma posição de esquerda, assumidamente. Sempre tive do lado dos trabalhadores e das populações mais afetadas”, enfatizou.

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Volta ao Brasil

A atriz, inclusive, sugeriu que fosse realizado um boicote ao Brasil.

“Acho que vocês podem nos ajudar. Tem que boicotar todos os que querem destruir a floresta: as empresas, os produtos. Não comprar mais. Isso é uma forma séria de dar um basta. Esse produto está comprometido com a destruição da floresta, que implica na destruição do clima, da humanidade. Boicota, rompe contrato, não compra. Essa é a única linguagem que se pode entender porque é a linguagem do capital”, afirmou.

Em entrevista ao UOL, ela disse que adoraria bater panela contra o governo Bolsonaro, mas fica quieta por causa da vizinhança.

“Eu adoraria bater panela, mas moro num condomínio cheio de milicianos aqui na Barra (da Tijuca, Rio de Janeiro). Não é por medo, mas porque eu seria a única paneleira aqui. Então, acho mais estratégico ficar quietinha. Tenho falado pelas redes sociais”, informou a atriz, que é apoiadora do ex-presidente Lula.



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