Economista, coveiro e desafetos: 10 segredos de Boninho que pouca gente sabe - TV História

Economista, coveiro e desafetos: 10 segredos de Boninho que pouca gente sabe

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Todo-poderoso do BBB desde o início do reality show, em 2002, José Bonifácio Brasil de Oliveira nasceu em 4 de novembro de 1961, em São Paulo (SP), e começou cedo na televisão.

Separamos abaixo 10 curiosas histórias envolvendo Boninho que pouca gente sabe ou se lembra.

Confira na lista:

1 – Começou na Globo aos 9 anos

Boninho começou a “trabalhar” na Globo com apenas oito anos de idade, quando ajudava seu pai, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, então todo-poderoso da emissora, a escolher os desenhos animados que seriam exibidos pelo canal. “Ficava vendo a edição dos programas, de madrugada. Me lembro que, com esta idade, ele [Boni] estava comprando desenhos animados e me pediu para assistir e ajudar a escolher. Ganhei uma mesa de pebolim como prêmio”, contou ao Jornal do Brasil em 28 de outubro de 2001.

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2 – Quase foi economista

Ele começou a trabalhar oficialmente na emissora na Globo de São Paulo, fazendo coordenação de rede. Ganhava um salário mínimo. No entanto, Boni queria que o filho fosse economista. Vendo que isso não rolaria, o pai o mandou para Nova York, para que Boninho aprendesse inglês e conferisse de perto o que rolava nas emissoras norte-americanas.

3 – “Coveiro” de programas

Antes de se firmar como um dos principais nomes da Rede Globo, principalmente a partir dos anos 2000, Boninho teve que conviver com a sombra do pai famoso. “Maldade repetida nos corredores da Rede Globo. Boninho é o coveiro da emissora: os programas Globo de Ouro, Geração 80, Sérgio Mallandro, Babylônia, TV Zona e Clip Clip saíram do ar depois que ele virou diretor”, destilou o Jornal do Brasil de 28 de agosto de 1994.

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4 – Estruturou o Multishow

Além do pai, Boninho sempre considerou o diretor Roberto Talma (1949-2015) como um de seus mestres. “Passei um bom tempo ao lado de Roberto Talma, que me ensinou muito, e hoje sou o mais jovem executivo da CGCR (Central Globo de Criação). Nesses 15 anos, também montei com Roberto Buzzoni a grade do canal Multishow. Acho que estou só começando. Tenho boa experiência, o melhor professor particular, meu pai, e vontade de continuar aprendendo”, declarou ao jornal O Estado de S. Paulo de 22 de junho de 1997.

5 – Queria ser diretor de novelas

Antes de enveredar para o caminho dos realities, Boninho estava se preparando para virar diretor de novelas. Ele dirigiu, com sucesso, Caça Talentos, dentro do programa Angel Mix, de Angélica, e promoveu uma reformulação em Malhação em 1997. “Segundo Mário Lúcio Vaz, Malhação é o primeiro passo para eu comandar uma novela”, disse o diretor ao Estadão, elegendo esse fato como um de seus planos para 1998.

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7 – Não queria ser chamado de Boninho

Apesar de sempre ter sido conhecido como Boninho, nos anos 1990 ele passou a ser chamado J. B. de Oliveira em seus trabalhos. “Profissionalmente, nunca fui Boninho. Faltava, então um toque artístico para afastar definitivamente essa possibilidade. A ideia da nova assinatura é do Mário Lúcio Vaz e do Nélson Motta”, declarou, em entrevista. Apesar de assinar trabalhos assim, até hoje todo mundo o trata como Boninho.

8 – Quase deixou a Globo em várias ocasiões

Temperamental, Boninho quase deixou a Globo em diversas oportunidades. Em setembro de 2000, por exemplo, a Folha de S.Paulo noticiou que ele teve um desentendimento com Evandro Carlos de Andrade, diretor da Central Globo de Jornalismo, porque não estava satisfeito com a edição dos episódios da primeira temporada de No Limite. “Andrade venceu a disputa e não irá dividir o No Limite 2 com a Central Globo de Produção. Boninho teria sido indicado para cuidar do programa de Serginho Groisman, mas teria sido rejeitado pelo apresentador”, disse a nota de Daniel Castro, publicada em 23 de setembro daquele ano.

Após perder a direção do No Limite 2 e ficar na geladeira por alguns meses, Boninho teve uma volta triunfal ao programa na terceira temporada. “Quero redesenhar minha carreira, não pegar mais o que vier pela frente”, afirmou ao JB de 28 de outubro de 2001, quando tinha 39 anos.

Posteriormente, em 2002, pouco depois da estreia do BBB, Boninho teve sérios desentendimentos com a então diretora-geral da Globo, Marluce Dias da Silva – de quem era primo -, em reuniões sobre o programa. “Boninho chegou a entregar o crachá à executiva”, disse a Folha em 20 de fevereiro daquele ano.

Em 2005, Boni teria sido convidado para assumir um importante posto na Band. Segundo a Folha, ele conversou bastante com o então vice-presidente da emissora, Marcelo Parada. Como se sabe, a sondagem não deu em nada.

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9 – Brigas e desafetos

Um dos desafetos de Boninho é o ator e diretor Daniel Filho, que, certa vez, disse que “Boni fez muita coisa boa, mas também fez o Boninho”. “Ele é amigo do meu pai. O Daniel nunca quis trabalhar comigo. Nunca me respeitou profissionalmente. Quando ele virou chefão na Globo, sofri muito. Ele me botou na geladeira por dois anos. Mas estou pouco me lixando. Ele faz parte de outra geração da TV, que não é a minha”, disparou ao JB.

Em 2005, o irmão de Boninho, Diogo Boni, acusou-o de introduzir na quinta edição do BBB ideias de sua autoria sem autorização, como a inserção da casa de vidro, moeda própria (estalecas) e o Big Fone. As ideias seriam usadas num programa que se chamaria Vidrados e seria transmitido pela internet. À revista Istoé de 9 de fevereiro daquele ano, Boninho não quis comentar as acusações e o pai dos dois, Boni, minimizou o caso. “O programa de Diogo é uma espécie de comercial que não foi e nem se sabe se irá ao ar, enquanto o Big Brother é um formato de sucesso mundial. Disse ao Diogo que ele primeiro precisa botar o ovo para depois cantar. Pode ter acontecido coincidência em um ou outro ponto, mas nada importante”, explicou. O caso acabou sendo esquecido, provavelmente com resolução em família.

Na vida pessoal, Boninho foi casado com a socialite Narcisa Tamborindeguy, com quem teve uma filha. Mas a relação não terminou bem. Boni, inclusive, não foi ao casamento. “Porque ele era contra e tinha razão (risos). Falou que não iria dar certo. Falei que ia dar. E ele acertou”, disse em entrevista à Playboy em maio de 2002. “Eu pulo a Narcisa em qualquer momento. Não tenho nada contra, mas, se eu a cruzar, prefiro atravessar a calçada. Nem eu entendo como fomos casados”, completou. Depois, foi casado com a coreógrafa Kátia D’Ávila. Atualmente, é casado com a atriz Ana Furtado.

10 – Já fumou maconha, mas hoje é careta

Na mesma entrevista, Boninho, que atualmente tem 59 anos, disse que nunca usou cocaína e que era careta. “Só fumei maconha. Hoje sou careta. Sou alérgico a qualquer pó. Cocaína, nem pensar. Eu fumei muita maconha a partir dos 17 anos. Mas, como eu nem fumo cigarro, encheu o meu saco e com 25 anos eu parei. Acho maconha uma besteira. Não levanto nenhuma bandeira nem contra e nem a favor. Não acho que mutile, apenas acho que é uma bobagem”, enfatizou.



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