10 novelas da Globo que nunca mais poderão ser vistas pelo público - TV História

10 novelas da Globo que nunca mais poderão ser vistas pelo público

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Tenham feito sucesso ou não, algumas novelas da Rede Globo nunca mais poderão ser vistas pelo público – pelo menos em suas versões originais.

Esse fato se deve por dois motivos: ou as fitas com as gravações das tramas foram reutilizadas, já que eram caras e isso era comum nos anos 1960 e 1970, ou os incêndios sofridos pela emissora, ocorridos em 1971 e 1976, destruíram o pouco que restava.

Confira abaixo uma lista de 10 novelas perdidas que nunca mais poderão ser vistas na íntegra pelo público:

Ilusões Perdidas

A trama de 56 capítulos, estrelada por Reginaldo Faria e Leila Diniz, não teve nada demais, mas seria interessante para a Globo ter o registro histórico de sua primeira novela. Infelizmente, restaram apenas poucas fotos, como tudo dos primeiros anos da programação.

O Sheik de Agadir

Essa trama de Glória Magadan, exibida entre julho de 1966 e fevereiro de 1967, foi a primeira novela de sucesso da Globo. Foi nela que surgiu o primeiro serial killer das novelas brasileiras – Éden de Bassora, personagem vivida pela jovem Marieta Severo. Só restaram poucas imagens de bastidores.

Véu de Noiva

Sucesso dos primeiros anos da Globo, a trama de Janete Clair é histórica porque marcou o início das produções modernas da emissora, deixando de lado as rocambolescas obras de capa e espada de Glória Magadan. Estrelada por Regina Duarte, estreando na Globo, e Cláudio Marzo, a novela teve 221 capítulos. Hoje, infelizmente, restam apenas poucas imagens de bastidores.

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Pigmalião 70

Com Tônia Carrero e Sérgio Cardoso, a novela de Vicente Sesso fez sucesso na faixa das sete em 1970. Foi a primeira trama moderna do canal nessa faixa. Reapresentada pela Globo no início daquela década, as fitas também foram perdidas, impossibilitando qualquer exibição atual.

O Cafona

Exibida entre março e outubro de 1971, a novela de Bráulio Pedroso retratava a desmoralização da alta sociedade e mexeu com grã-finos do Rio de Janeiro, que se viram retratados na história e ficaram revoltados. Francisco Cuoco e Marília Pêra brilharam na produção.

Minha Doce Namorada

Essa novela é histórica porque transformou Regina Duarte na Namoradinha do Brasil. Exibida entre abril de 1971 e janeiro de 1972, em 242 capítulos, é outra produção de Vicente Sesso para a emissora que não resistiu ao fogo.

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O Primeiro Amor

Novela das sete exibida entre janeiro e outubro de 1972, tem grande valor histórico por um acontecimento ocorrido nos bastidores. Em 18 de agosto daquele ano, o ator Sérgio Cardoso, que vivia o protagonista, Luciano, teve um mal súbito e morreu. Faltavam apenas 28 capítulos para o desfecho da produção. A Globo acabou colocando Leonardo Villar em seu lugar para completar a obra. Infelizmente, não existem imagens desse triste momento da história da televisão brasileira.

Cavalo de Aço

Estrelada por Tarcísio Meira e Glória Menezes, Cavalo de Aço foi exibida entre janeiro e agosto de 1973. Problemática, com muitos cortes impostos pela Censura, foi a única experiência de Walther Negrão na principal faixa global. Para a posteridade, ficaram apenas algumas chamadas de estreia.

Os Ossos do Barão

Exibida entre outubro de 1973 e março de 1974, é considerada a melhor novela do autor Jorge Andrade. Gravada a cores, teve no elenco artistas que brilharam, como Paulo Gracindo e Lima Duarte. A emissora conta apenas com as chamadas de estreia no arquivo. O SBT fez um remake de Os Ossos do Barão em 1997.

O Rebu

Trama experimental de Bráulio Pedroso, foi exibida entre novembro de 1974 e abril de 1975. A trama que preencheu os 112 capítulos se passavam durante uma festa, em apenas um único dia (além de muitos flashbacks dos personagens). Ao longo da história, o público tinha que descobrir quem morreu, quem matou e o motivo do crime. A versão original de O Rebu, que ganhou uma nova versão em 2014, praticamente não sobreviveu: somente o primeiro e o 98º capítulos, além de algumas chamadas de estreia, escaparam do incêndio ocorrido em junho de 1976.



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