Libera, Globo: 10 novelas dos anos 80 que poderiam voltar no Viva

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Duh Secco

Uma das faixas de novelas do Canal VIVA, a que abriga Amor com Amor se Paga (1984), virou reduto dos amantes de tramas antigas. A expectativa é que Pão-Pão, Beijo-Beijo (1983) e Gabriela (1975) ocupem o horário nos próximos meses.

A coluna indica outros títulos para o VIVA – eu, como todo mundo, amo palpitar. Todos produzidos na década de 1980, ainda inéditos no canal e, segundo apuração, na íntegra.

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Sétimo Sentido (1982)

Regina Duarte

Última investida de Janete Clair às 20h, Sétimo Sentido destacou a paranormalidade de Luana Camará (Regina Duarte). A rivalidade dela com a família Rivoredo foi acentuada quando, dominada pelo espírito de Priscila Capricce, Luana casou, num ritual cigano, com Tião Bento (Francisco Cuoco), homem de confiança, mas nem tanto, de Santinha Rivoredo (Eva Todor).

Priscila interferia nas decisões da médium por conta de uma dívida do passado. O desempenho de Regina arrebatou elogios – e ela atribuiu a Luana / Priscila o desprendimento que a levou, três anos depois, a aceitar o convite para Viúva Porcina, de Roque Santeiro. Destaque também para Tamara Taxman (Gisa), Natália do Vale (Sandra) e Armando Bógus (Valério).

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Paraíso (1982)

Cristina Mullins e Kadu Moliterno em Paraíso

A vocação religiosa de Maria Santa (Cristina Mullins) caiu por terra diante da paixão dela e de José Eleutério (Kadu Moliterno). O conflito ganhou contornos místicos com os supostos milagres que Mariana (Eloísa Mafalda) atribuía à filha, conhecida na região por Santinha, e o tal diabinho que Eleutério (Cláudio Corrêa e Castro), pai de Zeca, “criou” em uma garrafa para lhe trazer sorte.

O autor Benedito Ruy Barbosa exaltou o campo moderno, da cidade universitária e dos peões motorizados, no folhetim que marcou sua volta à Globo após passagem pela Band. Paraíso foi a arma da emissora na luta contra o popularesco O Povo na TV, do recém-lançado SBT. Em 2009, Benedito e as filhas Edmara e Edilene atualizaram o roteiro, também para elevar os índices da faixa das seis.

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Louco Amor (1983)

Luís Carlos (Fábio Jr) conviveu com Patrícia (Bruna Lombardi) a vida toda: ele na cozinha, ao lado da mãe Isolda (Nicette Bruno); ela na sala, sob a vigilância da madrasta Renata Dumont (Tereza Rachel). Foi esta quem tratou de impedir o namoro dos dois. O reencontro, anos depois, contou com um terceiro elemento: Cláudia (Gloria Pires), mais próxima da realidade de Luís.

Gilberto Braga considerava Louco Amor a sua pior novela. Mas, para o espectador, o folhetim foi extremamente atraente, graças aos segredos de Renata – do passado pobre, quando atendia por Agetilde Rocha, à rivalidade com Muriel (Tônia Carrero) – e a paixão do milionário esclerosado Edgar (José Lewgoy), cunhado da vilã, pela manicure Gisela (Lady Francisco).

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Partido Alto (1984)

O Rio de Janeiro dos bicheiros, e da criminalidade, tomou o horário das oito com Partido Alto. Célio Cruz (Raul Cortez), responsável pelas atividades irregulares, dividiu o protagonismo com mulheres empoderadas, como a amante Jussara (Betty Faria) e a filha Celina (Gloria Pires), além de Isadora (Elizabeth Savala) – as duas últimas disputavam o professor Maurício (Cláudio Marzo).

Bem-sucedida com suas minisséries, Aguinaldo Silva foi escalado para dividir a sinopse e os capítulos com Gloria Perez, que se saiu bem ao concluir Eu Prometo (1983), de Janete Clair.

A incompatibilidade dos dois levou Gloria a tocar sozinha até o fim. A narrativa também antecipou as tramas “marginais” da Manchete, como Corpo Santo (1987) e Olho por Olho (1988).

Livre para Voar (1984)

O misterioso Pardal (Tony Ramos) escolheu um vagão de trem abandonado, em Poços de Caldas, Minas Gerais, para recomeçar… No caminho dele surgiu Gibi (Fernando Almeida), menino que acolheu como filho, e Bebel / Cristina (Carla Camuratti), jovem herdeira de uma fábrica de cristais que usava de falsa identidade para descobrir seus inimigos.

Livre para Voar foi um dos marcos da trajetória de Walther Negrão, reconhecido por êxitos às 18h, especialmente nos anos 1980. Carlos Augusto Strazzer (Danilo), Cássia Kis (Verona), Dora Pellegrino (Helena), Edney Giovenazzi (Álvaro) e Nívea Maria (Bia) estavam entre os destaques do elenco. A novela conta com uma legião de fãs nas redes sociais…

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Hipertensão (1986)

Em Hipertensão, a chegada de uma trupe de teatro mambembe agitou a pacata Rio Belo. Carina (Maria Zilda Bethlem), a estrela da companhia, aproveitou a passagem para encontrar o pai – Candinho (Paulo Gracindo), Napoleão (Cláudio Corrêa e Castro) ou Romeu (Ary Fontoura)? Enquanto isso, o grupo enfrentou os desmandos da todo-poderosa Donana (Geórgia Gomide).

Ivani Ribeiro recorreu ao argumento de Nossa Filha Gabriela, que ela escreveu na Tupi em 1971, para este folhetim exibido no horário das sete, mas com ar de seis.

A repercussão foi satisfatória, mas a reprise, assim como Sétimo Sentido, Louco Amor e Partido Alto, nunca veio. A trilha sonora internacional, repleta de hits, foi uma das mais vendidas da década de 1980.

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Direito de Amar (1987)

Walther Negrão baseou-se numa radionovela de Janete Clair para desenvolver Direito de Amar. O foco deste clássico estava em Rosália (Gloria Pires), que o pai entrega em matrimônio para o temido Sr. de Montserrat (Carlos Vereza) em troca do perdão de dívida. Ela, no entanto, além de voluntariosa, era apaixonada pelo suposto filho do esposo, Adriano (Lauro Corona).

A obra marcou a retomada da faixa das seis após a paralisação causada por desentendimentos entre a Globo e o Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos e Diversões do Rio de Janeiro.

O sucesso foi imediato, não só pela química de Gloria e Lauro: os segredos de Montserrat, como o que envolvia a “louca do sobrado” (Joana, Ítala Nandi), dominaram a cena.

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O Outro

Francisco Cuoco

A explosão de um posto de gasolina colocou Denizard de Matos (Francisco Cuoco), dono de um ferro-velho, no lugar de seu sósia Paulo Della Santa (também Cuoco). A nova vida incluiu os atritos com Laura (Natália do Vale), esposa de Paulo; a saudade de Índia do Brasil (Yoná Magalhães), a namorada do subúrbio; e o interesse por Glorinha da Abolição (Malu Mader), filha bastarda do “outro”.

A trama assinada por Aguinaldo Silva sofreu um processo de plágio que implodiu a Casa de Criação Janete Clair – a sinopse dele e de Tânia Lamarca circularam por lá ao mesmo tempo, sem que os responsáveis indicassem as semelhanças de ambas. Talvez por isso, O Outro não ganhou reprise, mesmo com índices de audiência dentro do esperado para o horário.

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Bambolê

Susana Vieira e Claudio Marzo

Daniel Más usou de elementos de Chama e Cinzas, livro de Carolina Nabuco, para conceber Bambolê. As aventuras do viúvo Álvaro Galhardo (Cláudio Marzo) e de suas três filhas, Ana (Myrian Rios), Yolanda (Thaís de Campos) e Cristina (Carla Martins), ganharam charme extra graças à ambientação na Ipanema dos anos 1950 e todo o contexto da época.

O folhetim trouxe Joana Fomm (Fausta), Sandra Bréa (Glória Müller) e Susana Vieira (Marta) como muitas das mulheres de Álvaro.

Além disso, a trilha sonora destacou nomes de expressão, especialmente os envolvidos com o surgimento da Bossa Nova. Ainda, duas músicas inéditas que explodiram em todo o país: Conquistador Barato e Festa do Amor, com Léo Jaime e Patrícia Marx, temas de abertura e de Cristina.

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O Sexo dos Anjos

O Anjo da Morte (Bia Seidl) designou Adriano (Felipe Camargo) para uma missão ingrata: a de levar Isabela (Isabela Garcia) para “o outro lado da vida”. Mas, apaixonado que só, o emissário conseguiu permissão para deixar a moça na Terra, desde que ela não cometesse mais do que dois pecados. Enquanto isso, Ruth (Sílvia Buarque), a irmã de Isabela, aprontou todas.

Concebida por Ivani Ribeiro a partir de O Terceiro Pecado (1968, Excelsior), O Sexo dos Anjos nunca foi reapresentada, mesmo com os bons números que atraiu para a faixa das seis.

O enredo debateu a preservação ambiental, a partir do ecologista Renato (Mário Gomes), e surfou na onda da lambada, ritmo preferido de Francisquinha (Eloísa Mafalda).

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