10 novelas das oito que foram totalmente esquecidas pela Globo

10 novelas das oito que foram totalmente esquecidas pela Globo

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Há décadas, o principal horário de exibição das novelas da Globo foi o das oito horas (atualmente, das nove). Nesta faixa, foram mostradas tramas que se tornaram clássicos, como Irmãos Coragem, Selva de Pedra, Roque Santeiro e Vale Tudo, entre outras.

Mas também existem algumas produções que não foram bem e acabaram sendo esquecidas pela Globo em seu arquivo: nunca foram reprisadas no Vale a Pena Ver de Novo, ainda não pintaram no canal Viva e nem têm previsão de entrada no Globoplay.

Confira:

Espelho Mágico

Apesar de ter sido bastante inovadora (ou, principalmente, por isso), Espelho Mágico está na lista dos maiores desastres da Globo. A trama de Lauro César Muniz tinha um elenco de peso, como Tarcísio Meira, Glória Menezes, Lima Duarte, Sônia Braga e Vera Fischer, entre outros, mas não engrenou. A iniciativa de contar tudo o que acontecia nos bastidores da própria televisão – a trama tinha até uma novela dentro da história – não foi bem vista pelos telespectadores.

A queda no Ibope chegou a 20 pontos, numa época em que a Globo dominava completamente os índices. A novela que existia dentro da novela, Coquetel de Amor, chamava mais atenção do público do que os problemas que os artistas enfrentaram nos bastidores e eram mostrados na trama.

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Os Gigantes

Trama das 20h escrita por Lauro César Muniz, Os Gigantes sucedeu um sucesso, Pai Herói, e contava com estrelas no elenco, como Dina Sfat, Francisco Cuoco e Tarcísio Meira. O resumo do que a trama mostrou deixa bem claro porque não deu certo: começou com hospital, doença, teve aborto, brigas familiares, processos judiciais e, para fechar com “chave de ouro”, terminou com o suicídio da protagonista. Mais depressiva, impossível. Após a novela, o autor foi, inclusive, demitido, rumando para a Bandeirantes.

Coração Alado

Coração Alado, exibida entre 1980 e 1981, foi mais uma novela de Janete Clair que teve inúmeros problemas com a Censura. A produção era estrelada por Tarcísio Meira, que vivia Juca Pitanga, um artista plástico nordestino que ia para o Rio de Janeiro em busca de reconhecimento profissional. Ele se dividia entre o amor de Catucha (Débora Duarte) e o de Vivian (Vera Fischer).

No meio da novela, foi ao ar uma cena de estupro envolvendo Vivian e Leandro, personagem de Ney Latorraca. Leandro se aproveitou de uma viagem de Mel (Joana Fomm) para atacar Vivian, sua cunhada. Ela engravidou e o público não sabia se o filho era de Leandro ou de Juca.

Coração Alado também foi a primeira novela a abordar a masturbação, em uma cena quase explícita de Catucha. Foi um escândalo. Logo após a exibição, no dia 24 de fevereiro de 1981, sumiram do arquivo da emissora todas as cópias deste script, e a fita do capítulo 171 foi apagada. A novela não foi unanimidade e, apesar de até obter boa audiência, não deixou saudades, tanto que nunca foi reprisada pela emissora.

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Brilhante

Novela de Gilberto Braga, Brilhante foi exibida entre setembro de 1981 e março de 1982, contando com Vera Fischer, Tarcísio Meira e Fernanda Montenegro, entre outros astros. No entanto, a trama não conseguiu cativar o telespectador, sendo considerada um “fracasso retumbante” pelo seu próprio autor.

Uma das polêmicas aconteceu nos bastidores: Vera Fischer resolveu cortar os cabelos, mas o tema de abertura, composto por Tom Jobim especialmente para a novela, citava justamente as madeixas da protagonista. O maestro cobrou isso do diretor Daniel Filho por anos e o público também não gostou da mudança.

Champagne

Primeira novela de Cassiano Gabus Mendes na faixa das oito, Champagne foi exibida entre outubro de 1983 e maio de 1984. Com elenco numeroso e recheado de estrelas, como Antônio Fagundes, Irene Ravache e Tony Ramos, a trama ficou marcada por ter perdido para a Manchete durante as transmissões do Carnaval de 1984, realizadas com exclusividade pela emissora da família Bloch. Além disso, a produção também teve muitos problemas com a Censura.

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Partido Alto

Tirando algumas tramas recentes, é difícil ter uma novela das oito da Globo que não seja muito lembrada pelo público. Mas esse é o caso de Partido Alto, trama de 1984, escrita por Glória Perez e Aguinaldo Silva, com Elizabeth Savalla, Herson Capri, Glória Pires, Raul Cortez, Betty Faria e Cláudio Marzo no elenco. A história destacava personagens femininas e enfocava samba e contravenção. Não empolgou os telespectadores e sequer deixou saudades.

O Outro

Apesar de ter registrado boa audiência, não faltaram problemas nos bastidores da novela de Aginaldo Silva, exibida entre março e outubro de 1987. O autor foi acusado de plágio por uma roteirista, que acabou processando a Globo e fazendo um belo acordo. Além disso, após alguns conflitos internos, o diretor Marcos Paulo foi substituído por Ricardo Waddington. Mais para o final da novela, o ator José Lewgoy acabou deixando a produção, se queixando da qualidade da trama. Seu personagem acabou morrendo.

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Pátria Minha

Pátria Minha

Alice (Cláudia Abreu), cidadã honesta tal e qual a mãe, Natália (Renata Sorrah), testemunha o atropelamento de um ciclista, causado pela má conduta ao volante do empresário Raul Pellegrini (Tarcísio Meira). Os dois passam a se digladiar (desconhecendo a condição de avô e neta), estando ela a favor dos oprimidos e ele, dos escusos interesses da classe alta.

Ainda, os dilemas de Pedro (José Mayer), que abandona a confortável estadia no exterior por amor à sua pátria. Aqui, perde a mulher e reencontra uma paixão do passado, Lídia Laport (Vera Fischer) – a arrivista que separa Raul de Tereza (Eva Wilma), casando-se com o empresário. E que se opõe ao relacionamento de seu filho, Rodrigo (Fábio Assunção), com a idealista Alice.

Pátria Minha padeceu em seu terço final devido a problemas nos bastidores que acabaram por afastar Vera Fischer do elenco; por consequência, a narrativa e a audiência saíram prejudicadas.

Suave Veneno

Aguinaldo Silva prometeu que sua nova novela teria uma virada a cada 30 capítulos, mas isso ficou longe de acontecer. Com ritmo muito ágil, problemas de narrativa e de direção, o público não se interessou pela história inicialmente e a Globo sofreu com grande perda de Ibope.

A produção só entrou no eixo a partir do capítulo 70, quando o autor colocou um basta nas interferências e, segundo ele mesmo, acertou a mão no texto. Mesmo assim, o resultado ficou muito abaixo do esperado.

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Esperança

Esperança deu muita dor de cabeça para a Globo entre 2002 e 2003. A novela de Benedito Ruy Barbosa, que quase se chamou Terra Nostra 2, estreou em meio à Copa do Mundo daquele ano, teve diversos incidentes, como acidentes envolvendo os protagonistas Reynaldo Gianecchini e Ana Paula Arósio e a morte do ator português Luís de Lima.

O cantor Paulo Ricardo foi chamado para atuar, mas nem isso salvou a trama, rejeitada pelo público. Como os capítulos estavam atrasados, Barbosa, que estava com problemas de saúde, foi substituído por Walcyr Carrasco, que conseguiu melhorar um pouco os índices do Ibope.



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