Muitos não conheceram os pais biológicos: 10 artistas que foram adotados

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Em determinados pontos cruciais, as biografias de celebridades podem se revelar controversas e surpreendentes. Uma das questões mais sensíveis está relacionada às origens, especialmente quando os artistas em questão descobrem que não foram criados por seus pais biológicos devido a circunstâncias diversas, uns por razões socioeconômicas, outros em decorrência de fatalidades.

Em comum, as histórias envolvendo filhos adotivos comprovam a importância do gesto de acolher.

Confira na lista 10 casos sobre os quais muita gente não sabia:

Silvia Abravanel

Silvio Santos e Silvia Abravanel

A filha nº 2 de Silvio Santos foi adotada logo depois de seu nascimento, em 1971, ainda durante o primeiro casamento do apresentador, que já tinha uma filha biológica (Cintia) com a então esposa, Maria Aparecida Vieira (Cidinha).

Desejando aumentar a família, o casal optou pela adoção, já que Cidinha apresentava dificuldades para ter uma segunda gestação. Infelizmente, devido a um câncer no estômago, a primeira mulher de Silvio veio a falecer aos 39 anos, quando Silvinha (como é conhecida) tinha apenas seis.

Dois anos depois, o pai revelou a verdade à filha “do coração”, como ele mesmo a definiu.

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Clodovil

Clodovil

Nascido em Catanduva, interior de São Paulo, o apresentador (1937-2009) foi adotado ainda bebê por um casal de imigrantes espanhóis, Domingo Hernández e Isabel.

Por um erro do cartório, foi registrado como “Clodovir”. O pai adotivo tinha uma loja de tecidos na cidade de Floreal (SP), onde Clodovil teve o primeiro contato com a moda.

Gostava tanto que fazia sugestões de vestuário à mãe, às tias e primas. Foi através de uma tia que soube de sua adoção, mas nunca revelou aos pais que sabia do fato.

Joana Fomm

Joana Fomm

A atriz teve o início de sua vida, logo aos quatro anos de idade, marcado pelas mortes trágicas da mãe e da irmã, vítimas de uma enchente em Belo Horizonte (MG), cidade onde nasceu em 1939.

Seu pai, o jornalista e escritor José Honório de Almeida, não tinha condições financeiras para criá-la e a levou para o Rio de Janeiro, entregando-a para um casal de tios, o também jornalista Artur Fomm e a esposa, Alice.

Joana teve a confirmação de que era filha adotiva somente aos 13 anos. Sua mãe biológica já era falecida quando, aos 20, voltou a conviver com o pai, tendo o reencontrado em um concurso de poesias.

Porém, o falecimento de José Honório, cerca de um ano depois, interrompeu a reaproximação. O impacto foi tamanho que agravou um quadro depressivo enfrentado por Joana desde a adolescência. Ela precisou recorrer à psicanálise para superar a perda.

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Milton Nascimento

Milton Nascimento

Também conhecido pelo apelido Bituca, o cantor e compositor é filho da empregada doméstica Maria do Carmo do Nascimento, abandonada pelo namorado que a engravidou. Ele foi registrado apenas pela mãe.

Acabou sendo criado inicialmente pela avó materna, já que Maria do Carmo faleceu de tuberculose quando Milton tinha apenas dois anos. Os seus pais adotivos foram dois patrões de sua avó (que também era empregada), a professora de música Lília Silva Campos e seu marido, Josino Campos, dono de uma estação de rádio, que lhe contaram a verdade desde o início.

Nascido em 1942 numa comunidade no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, passou a infância e a adolescência na cidade mineira de Três Pontas.

Em 2016, Milton adotou o seu único filho, Augusto Kesrouani Nascimento (nascido em 1993), hoje seu empresário.

Gonzaguinha

Luiz Gonzaga e Gonzaguinha

Registrado como filho pelo músico Luiz Gonzaga, o “Rei do Baião”, e pela cantora e dançarina Odaléia Guedes dos Santos, Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, o Gonzaguinha (1945-1991), era natural do Rio de Janeiro.

Ficou órfão de mãe aos dois anos e foi criado pelos padrinhos, Henrique e Dina Xavier. Mesmo tendo uma relação distante com o pai, o qual via apenas esporadicamente, foi morar com ele aos 16 anos para completar os estudos, mas era tratado por “bastardo” pela então esposa de Luiz Gonzaga, Helena.

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Marcos Paulo

Marcos Paulo

Paulistano criado no bairro do Bixiga, o ator e diretor Marcos Paulo Simões (1951-2012) não conheceu o pai e perdeu a mãe biológica já no parto.

Acabou sendo acolhido pelo ator, produtor, diretor e novelista Vicente Sesso, vizinho de sua família e com quem desenvolveu a sua vocação profissional.

Antônia Fontenelle

Antonia Fontenelle

Última esposa de Marcos Paulo, a atriz e apresentadora foi a 13ª filha da piauiense Adelaide, que ajudou na construção de Brasília (DF), onde Antônia nasceu em 1973.

Ela nunca conheceu o pai biológico e foi entregue à adoção pela mãe, a quem conheceu de fato somente aos 15 anos – aos 10, tomou conhecimento de que havia sido adotada.

Herdou o sobrenome da mãe adotiva, Luzia Fontenelle de Britto, que criou Antônia na cidade de Parnaíba (PI).

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Emílio Santiago

Emilio Santiago

O cantor (1946-2013) nasceu em uma família humilde e foi adotado já aos seis dias de vida. Posteriormente, ele teve a oportunidade de conhecer o pai biológico.

A pedido da mãe adotiva, Ercília (falecida em 2006), pensou em acolher uma criança para repetir o nobre gesto, mas não conseguiu realizar esse desejo.

Léo Maia

Leo Maia

Embora nunca tenha sido adotado legalmente, o músico Márcio Leonardo Maia Gomes da Silva, nascido em 1974 no Rio de Janeiro, foi criado como um filho pelo lendário cantor Tim Maia (1942-1998).

Fruto de outro relacionamento de Geisa Gomes da Silva, ex-mulher de Tim, Léo soube da verdade somente aos 17 anos.

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Mr. Catra

Mr Catra

O destino de Wagner Domingues Costa (1968-2018), o nome de batismo do músico Mr. Catra, nascido no Morro do Borel, no Rio de Janeiro, começou a mudar quando ele passou a ser criado pelos patrões de sua mãe, a doméstica Elza Costa, o casal Gracy e Edgard Luiz Pinaud, que moravam no Alto da Boa Vista, mais precisamente na Rua Dr. Catrambi, origem de seu nome artístico.

Além da vida confortável, os pais adotivos lhe deram uma educação privilegiada, que lhe permitiu se tornar poliglota (era fluente em inglês, francês, alemão, hebraico e grego).

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