10 artistas que perderam a chance de interpretar personagens marcantes - TV História

10 artistas que perderam a chance de interpretar personagens marcantes

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Ao longo de décadas, muitos personagens de novelas entraram para a história da televisão brasileira. Mas, em alguns casos esses tipos quando foram vividos por outros artistas, que recusaram os convites pelos mais variados motivos. Será que teriam o mesmo êxito com outros donos?

Confira 10 exemplos na lista:

Isaura – Escrava Isaura

Maior sucesso da carreira de Lucélia Santos, o papel de protagonista de Escrava Isaura (1976), quase pertenceu a outra atriz. A primeira escolhida para viver a personagem foi Débora Duarte, que havia acabado de gravar uma participação especial na primeira versão de Anjo Mau. Mas a atriz não conseguiu atender à escalação da Globo. Aos 26 anos, estava morando em São Paulo e grávida. Antes de Lucélia ser escolhida, outro nome pensado para o papel foi o de Louise Cardoso.

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Júlia Matos – Dancin’ Days

A presidiária Júlia Matos, de Dancin’ Days (1978), foi um dos grandes sucessos da carreira de Sônia Braga. No entanto, a primeira cogitada para o papel foi Betty Faria, que preferiu continuar apresentando o programa Brasil Pandeiro. Outra cotada era Yoná Magalhães, preferida de Gilberto Braga, mas o diretor Daniel Filho acabou apostando em Sônia, apesar dela ser nova para o papel. A solução encontrada foi colocar maquiagem pesada na personagem quando ela deixou a cadeia.

Yolanda Pratini – Dancin’ Days

Além da intérprete de Júlia, outra importante mudança ocorreu em Dancin’ Days. Um dos grandes papeis da carreira de Joana Fomm, Yolanda Pratini seria vivida por Norma Bengell, que, inclusive, gravou cenas e foi anunciada nas chamadas de estreia. No entanto, a atriz não conseguiu se adaptar ao ritmo das gravações e acabou deixando a trama. Em cima da hora, Joana foi chamada, regravou as cenas e brilhou na pele da vilã.

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Viúva Porcina – Roque Santeiro

Roque Santeiro estrearia em 1975 na Globo, mas foi proibida pela Censura. Betty Faria viveria a Viúva Porcina e acabou sendo escalada para Pecado Capital. Quando a emissora resolveu tirar a trama da gaveta, em 1985, Betty foi chamada para, enfim, dar vida ao papel, mas preferiu não participar. Foram cogitados os nomes de Vera Fischer, Sônia Braga, Marília Pêra, Natália do Valle, Tânia Alves e Maria Zilda, entre outras, até que se chegou ao nome de Regina Duarte, que aceitou o convite e começou a gravar no dia seguinte.

Tonho da Lua – Mulheres de Areia

Depois de ser brilhantemente vivido por Gianfrancesco Guarnieri na primeira versão (1973), a Globo rebolou para escolher o intérprete de Tonho da Lua no remake, produzido em 1993. Após testes, três artistas disputaram o personagem: Eduardo Moscovis, Irving São Paulo e Marcos Frota, que acabou sendo o escolhido. Os dois preteridos também acabaram ganhando papeis na trama.

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José Inocêncio – Renascer

Um dos grandes personagens da carreira de Antônio Fagundes, José Inocêncio, de Renascer (1993), teve outros pretendentes antes dele. Lima Duarte chegou a pedir para fazer o papel, mas não rolou. Depois, Tarcísio Meira foi o escolhido, mas acabou indo para De Corpo e Alma. Ventilaram então a escalação de Cláudio Marzo, intérprete de José Leôncio em Pantanal. Para evitar comparações com a exitosa novela da Manchete – e com Marzo ainda afastado da Globo, envolvido inclusive numa pendência judicial com a emissora, optou-se por Fagundes, convidado pessoalmente por Benedito Ruy Barbosa, que arrancou lágrimas do autor durante um jantar ao resumir o enredo, do início ao fim.

Babalu – Quatro por Quatro

Alguém consegue imaginar Babalu, de Quatro por Quatro (1994), com outra intérprete que não seja Letícia Spiller? Pois saiba que a primeira convidada para viver a personagem foi Adriana Esteves, que recusou por ainda estar em depressão após as críticas por sua atuação em Renascer. Letícia, que viveria a médica Eduarda, acabou sendo testada como Babalu e agradou, apesar de ser novata. A personagem que ela viveria acabou com Luana Piovani.

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Lúcia Helena – A Indomada

Adriana Esteves regressava à Globo, após uma breve passagem pelo SBT, com jornada dupla em A Indomada (1997): nos primeiros capítulos, deu vida à Eulália, moça de origem nobre apaixonada pelo cortador de cana Zé Leandro (Carlos Alberto Riccelli); na segunda fase, foi Lúcia Helena, filha de Eulália, que se casa com Teobaldo Faruk (José Mayer), cumprindo o combinado por seu tio, Pedro Afonso (Cláudio Marzo), reavendo assim a usina de sua família. Ambas as personagens foram destinadas, inicialmente, a Cláudia Abreu – que, na época, atuava na linha de shows, em produções como A Comédia da Vida Privada (1995-97) e A Vida Como Ela É (1996-97), quadro do Fantástico.

Olavo – Paraíso Tropical

Em sua segunda (e, até o momento, última) novela, Wagner Moura brilhou no papel do vilão Olavo, de Paraíso Tropical (2007). No entanto, Gilberto Braga queria outro nome para o papel: Selton Mello. “Nunca cantei tanto um ator para fazer um trabalho meu quanto cantei o Selton. Mas ele não queria fazer novela, queria fazer cinema”, comentou o autor. Apesar da rejeição inicial de Braga, Wagner foi escalado e fez bonito.

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Maria do Carmo – Senhora do Destino

Grande sucesso de Susana Vieira, o papel da comerciante Maria do Carmo foi oferecido inicialmente para Regina Duarte. No entanto, ela impôs como condição para participar da trama que o papel de Lindalva (Carolina Dieckmann), deveria ser dado à sua filha, Gabriela Duarte. A Globo recusou a proposta e escalou Susana para o papel. Mais tarde, Regina tentou voltar atrás, mas a troca já estava sacramentada.

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