Próxima semana em O Outro Lado do Paraíso: Passado de Duda vem à tona em julgamento repleto de surpresas


Momento aguardado pelo público, o julgamento de Duda (Gloria Pires) em O Outro Lado do Paraíso, previsto para ir ao ar a partir de segunda-feira, dia 22, revela muito mais do que sua inocência na acusação de assassinato do segurança Laerte (Raphael Vianna). Na audiência que tem a dupla Patrick (Thiago Fragoso) e Adriana (Julia Dalavia) como advogados de defesa, Duda não esperava passar por tantas emoções. Reviravoltas também não faltam.



A sucessão de surpresas começa quando Patrick cede a palavra à colega Adriana. "O arrazoado final será feito pela minha colega nesse caso, Adriana Montserrat", indica. Ao ouvir o sobrenome, Duda começa a se emocionar e tem a certeza de que está diante da filha. "Eu vou dar início ao arrazoado de defesa falando sobre a carga de preconceito que existe nesse caso", segue Adriana. Neste momento chegam ao tribunal Henrique (Emílio de Melo), Jô (Bárbara Paz) e Natanael (Juca de Oliveira) para acompanhar o desempenho de Adriana em seu primeiro grande caso. O clima de desconforto e incredulidade aumentam quando eles ficam cara a cara com Elizabeth / Duda e constatam que ela está viva. Adriana também percebe a situação.

Surpreendendo a todos, Duda, que até então se limitava a dizer em juízo que era inocente, levanta-se e anuncia. "Eu quero falar". A defensoria ainda tenta, sem sucesso, suspender o depoimento. Mas a acusada recebe a autorização para seguir. Duda toma coragem e faz um relato emocionante relembrando sua trajetória. Ao recordar a explosão da lancha e outras passagens de sua vida, ela acaba reforçando as coincidências com a vida de Elizabeth. Adriana identifica os pontos em comum com sua própria história e afirma para o júri e todos os presentes: "Eu sei o seu nome. Senhor juiz, senhores jurados, senhores...eu sei o nome dessa mulher. É Maria Elizabeth Montserrat. Minha mãe", anuncia ela, enquanto a plateia fica extasiada com a revelação.



Outra surpresa é o retorno do personagem Renan (Marcello Novaes), previsto para a sequência do capítulo que vai ao ar na terça-feira, dia 23. Convocado por Adriana como testemunha-chave, Renan vai a Palmas para depor a favor de Beth e provar que está vivo. Na história, acreditava-se que ele havia morrido após cair da escada de seu apartamento durante uma discussão com Beth.

"Achei maravilhoso voltar em grande estilo, num evento que sacode a história, e ainda ter a oportunidade de trabalhar novamente com a Glorinha (Pires)", comemora. Durante o período em que era apenas espectador, o ator conta que acompanhava a novela diariamente e torce para que Renan tenha um "revival" com Beth. "Ele gosta dela e vai incentivá-la a voltar a desenhar os croquis. Há muita coisa que ficou no passado e que precisa ser resolvida. Renan era um bon vivant, mulherengo, mas essa mulher despertou nele uma paixão. Acho que ele vai lutar por isso novamente", prevê.



Bastidores

A gravação da sequência aconteceu nos Estúdios Globo durante dois dias sob a direção de Mauro Mendonça Filho. Para ele, o julgamento de Duda provoca uma nova virada na história. "É um grande momento da trama. Aqui se inicia uma parte importante e essencial para a história. Temos ali toda a atmosfera e elementos dos grandes julgamentos, com a atuação da defesa e da acusação como em um grande ato teatral", definiu.

No cenário de 320 m2, concebido pelo cenógrafo Mauricio Rohlfs, o tribunal foi todo revestido de madeira. "Projetamos móveis exclusivos e montamos uma plateia para acomodar os personagens que acompanham a ação", explicou ele. Além do elenco, 44 figurantes participam da cena que reproduz o julgamento. Detalhes como as luminárias, os processos, o malhete, conhecido popularmente como o "martelinho do juiz", compuseram o ambiente.

A emoção da gravação da cena contagiou o elenco que estava na plateia do júri. Do núcleo do bordel à alta sociedade de Palmas, todos estavam presentes à sessão conduzida pelo juiz Gustavo (Luis Melo). Ao final da cena, os colegas aplaudiram e vibraram com as atuações de Gloria Pires e Julia Dalavia. "Foi emocionante acompanhar as duas em cena. Me emocionei também. E, para a Clara, esse novo momento abre novas possibilidades. De repente, ela vai descobrir que ganhou uma mãe e uma irmã. A partir daí, vai se estabelecer uma nova relação entre as três", adiantou Bianca Bin.

Para Gloria Pires, a sequência é responsável por resgatar a persona de Elizabeth. "É a oportunidade para que ela se reencontre com ela mesma, com sua vida, e ainda resgate a convivência com as filhas, algo que lhe foi tirado há muitos anos. Encaro como um novo começo para essa personagem. Pela primeira vez, ela tem em mãos o quebra-cabeça de sua própria vida. Muitas emoções estão por vir", apostou Gloria.



Julia Dalavia, que interpreta a advogada Adriana, contou que estudou bastante os termos jurídicos falados durante a cena. Também chegou a assistir a algumas audiências no fórum no Rio de Janeiro para se familiarizar com a situação e estudou o gestual dos profissionais. O pai Fernando, que também é advogado, a acompanhou neste processo. "É um misto de emoções. A parte técnica, a entonação dos termos, com o emocional e a descoberta, em pleno tribunal, de que ela está de frente para a própria mãe, que acreditava estar morta", enumerou.

Já Thiago Fragoso, intérprete de Patrick, é veterano nos tribunais da ficção. O ator conta que a temática também o atrai e buscou referências em séries para se preparar. "Já interpretei muitos outros advogados, mas nenhum outro com uma atuação tão enfática em tribunal como o Patrick. Acho fantástica esta atmosfera e o modo como o Maurinho (Mauro Mendonça Filho) conduziu a cena com bastante realismo", afirmou. Na trama, o advogado é o único que conhece a verdade sobre Duda ser mãe de Clara. Durante o julgamento, ele fica pasmo quando conclui que Adriana e Clara são irmãs. "Será um julgamento movimentado", brincou.


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