Globo Repórter invade os bastidores de A Força do Querer; confira os destaques do jornalístico



O sucesso de uma novela pode ser medido por seus índices de audiência, pela repercussão nas ruas e nas redes sociais e por programas especiais do Globo Repórter. Cinco anos e um dia após exibir um episódio todo dedicado a Avenida Brasil (2012), o jornalístico torna a abordar o êxito de um folhetim; no caso, de A Força do Querer, maior média do horário das 21h desde a trama de Carminha (Adriana Esteves).



Os repórteres Helter Duarte e Isabela Assumpção mergulham nesta noite (20) no universo da produção escrita por Gloria Perez e dirigida por Rogério Gomes, revelando os bastidores e os segredos das gravações, além de destacar a trajetória dos principais personagens e estabelecer paralelos com casos da vida real.

Isabela leva D. Fátima, mãe de Fabiane Escobar - a Bibi Perigosa da vida real -, para conhecer Elizângela, atriz que dá vida à Dona Aurora na novela. O encontro emocionado foi uma surpresa para as duas. De frente com o passado angustiante que viveu com a filha, D. Fátima reconhece sua história e não consegue conter as lágrimas ao assistir as gravações. As cenas retratam a angústia da mãe tentando abrir os olhos da filha, que larga tudo por amor ao marido bandido. "É um momento muito especial ver que isso passou", desabafa D. Fátima. Ela acha bom que tudo seja mostrado "para que histórias como essa não se repitam".

Em A Força do Querer, Bibi (Juliana Paes) assume todos os riscos para seguir o destino escolhido pelo marido, Rubinho (Emílio Dantas). As cenas do Morro do Beco da ficção foram gravadas na comunidade Tavares Bastos, no bairro carioca do Catete. A previsão inicial era que a equipe da novela ficasse lá por uma breve temporada, que acabou prorrogada. Foram 40 dias de convivência, que renderam muitas histórias de amizade.

Como a da Cida, verdadeira dona da casa de Bibi no morro, que começou servindo café para a equipe e terminou recebendo Juliana Paes para experimentar sua famosa macarronada. E a da professora de balé Giane Cabral, que empresta, com orgulho, seu quarto para a atriz descansar durante os intervalos das gravações, com direito a chocolates e outros mimos. Muitos moradores da comunidade também trabalharam como figurantes na novela.

Durante a exibição da novela, o púbico foi surpreendido pelo talento da jovem atriz Carol Duarte - já de contrato novo com a Globo -, que conquistou a todos como Ivana/Ivan. O transgênero fez muita gente se reconhecer e esclareceu dúvidas de outros tantos. O Globo Repórter acompanha a gravação da cena em que Ivan é espancado na rua e sua cuidadosa e demorada caracterização. E mostra que não é à toa que Joyce (Maria Fernanda Cândido) mantém em casa as fotos da filha antes da readequação de gênero.

"Uma das mães com quem eu conversei me disse que precisa ter as fotos da filha com uma aparência feminina para poder fazer o link. Senão ela não conseguia ver surgir um filho já barbado, já completo, já adulto, sem ela ter vivido, sem ela ter memória daquele nascimento, daquela criação", explica a autora Gloria Perez.



O paralelo entre ficção e realidade é traçado por outros personagens da trama. O 'GR' ouve pessoas que se identificam, por exemplo, com Silvana (Lilia Cabral). Realizada com o trabalho, a atriz conta qual a cena mais marcante da personagem na sua opinião. "Só dois por cento da população têm esse vício, mas se 0,001 por cento olhar e reconhecer que precisa se cuidar, para mim já foi um ganho. Já valeu a pena, porque eu soube encaminhar alguém", conta Lilia Cabral.

Para viver a Ritinha, Isis Valverde treinou mergulho e apneia durante três meses antes da estreia da novela. Hoje, a atriz consegue ficar quatro minutos sem respirar embaixo d'água quando está parada, e até dois em movimento. O repórter Helter Duarte acompanha o último mergulho da personagem no Aquário do Rio de Janeiro e explica como ela consegue dar conta da cauda de sereia, que pesa quase 30 quilos, e sustentar a apneia, sem se preocupar com os 17 tubarões que nadam tranquilamente no local. O programa mostra, ainda, que a atriz Paolla Oliveira, intérprete da major Jeiza, é filha de um policial. E apresenta a jovem que inspirou a personagem.

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