A carreira de Valéria Monteiro, candidata à Presidência, de apresentadora do Jornal Nacional a atriz



Ela foi um dos rostos mais conhecidos do jornalismo da Globo nas décadas de 80 e 90. Após anos no exterior, Valéria Monteiro retornou ao Brasil no início dos anos 2000, dedicando-se à sua produtora independente e trabalhos como atriz. Agora, se lançou candidata à Presidência da República. Em vídeo publicado no YouTube, Valéria conclama o público a fazer ativismo político com ela e declara sua intenção de encontrar um partido que lhe dê suporte, para se filiar até abril, conforme o prazo estipulado pela lei eleitoral.



O TV História relembra agora a carreira televisiva da candidata Valéria Monteiro, da estreia na Globo ao Jornal Nacional, da vida no exterior ao trabalhos em séries e minisséries.

- Nascida em Campinas, Valéria Monteiro trocou o curso de Ciências Sociais na Unicamp por Comunicação Social, no Rio de Janeiro. Também foi modelo fotográfico: passou quatro meses trabalhando nesta área nos Estados Unidos, antes de ser contratada pela Globo para apresentar o RJ TV 3ª Edição, em 1986.



- Passou também pelo Jornal da Globo e pelo Fantástico - uma pesquisa encomendada pela Globo ao instituto Gallup, em 1991, apontou Valéria como o grande destaque da revista eletrônica. Ainda, o Jornal Hoje, onde respondeu pelas entrevistas de sábado, consagradas na década de 80 por Leda Nagle.

- Em 1988, estreou no Jornal Nacional, ancorando ao lado de Sérgio Ewerton o bloco esportivo referente às Olímpiadas de Seul. Foi a primeira vez que uma mulher "invadiu os domínios" masculinos do 'JN'.

- Muito antes das constantes repaginadas de Fátima Bernardes - como a tão criticada escova japonesa - Valéria chamava a atenção do telespectador com diferentes cortes de cabelo. Repicadas, na altura dos ombros, encaracoladas ou até mesmo no estilo "Chitãozinho & Xororó", as madeiras sempre renderam comentários!



- Valéria Monteiro também foi uma das primeiras figuras do jornalismo global a estrelar campanhas publicitárias. Sua primeira investida neste sentido se deu quando a emissora contratou Dóris Giesse, que mantinha os trabalhos como modelo (tendo inclusive posado para a Playboy) mesmo estando sob o guarda-chuva do jornalismo. Então convidada para voltar às passarelas pela Ford, Valéria tratou de garantir junto à chefia os mesmos direitos concedidos a Dóris a todos os outros contratados do setor.

- Em abril de 1991, se separou do diretor Paulo Ubiratan, com quem teve sua única filha, Vitória. No fim deste ano, deixou a Globo. Logo, contudo, acertou com o canal para assumir o posto de locutora no Jornal Nacional e ancorar a cobertura da Eco-92. Então considerada a apresentadora de maior credibilidade da casa, participou também das transmissões da Olímpiadas de Barcelona (onde foi vista, ao entrar no ar antes da hora, esbravejando em razão de falhas técnicas) e do noticiário sobre as eleições municipais.

- Apresentou o Jornal Nacional do início ao fim, pela primeira vez, em 12 de setembro de 1992, ao lado de Sérgio Chapelin. Na época, já se ventilava a possibilidade de afastar a dupla Cid Moreira - Chapelin da bancada. E os nomes de Valéria e Carlos Nascimento eram apontados como favoritos ao posto de âncoras.

- Lamentavelmente, a emissora a deixou de fora dos festejos por conta de seu cinquentenário, em 2015. Valéria não foi citada como apresentadora do 'JN'. E queixou-se, com razão, em sua conta no Facebook.

- Foi também uma das primeiras profissionais a se aventurar na recém-criada Globosat, em dezembro de 1992, no comando do programa de variedades Modos, modas e manias, em três edições semanais.

- No início de 1993, saiu da Globo em definitivo para morar no exterior, atuando como modelo. Por lá, passou pela WNBC, emissora da rede NBC em Nova York, e pelo canal Bloomberg. Também foi roteirista de uma produtora independente - uma série escrita por ela sobre acidentes aéreos acabou perdida após os ataques de 11 de setembro.



- Voltou ao Brasil, de vez, em 2002. Antes, contudo, esteve aqui para gravar a minissérie Incidente em Antares (1994). Em sua estreia como atriz, na minissérie baseada na obra de Érico Veríssimo, viveu Valentina, uma mulher casada atormentada pela paixão que sentia pelo padre Pedro Paulo (Alexandre Borges).

- Em 1999, foi contratada pela recém-criada RedeTV! para aturar como correspondente em Nova York. Mas acabou mesmo à frente do A Casa é Sua, atração de variedades apresentada nas manhãs da emissora.

- A agora candidata à Presidência participou da campanha eleitoral de José Serra (PSDB), em 2002. Foi quando Luís Inácio Lula da Silva foi eleito para o mais posto da República pela primeira vez.



- Em 2014, esteve na televisão em dois tempos: no VIVA, com a série O Show da Vida é Fantástico, onde revisitava os icônicos clipes do dominical e entrevistas estrelas da música; e na Globo, em Dupla Identidade (2014). Na série de Gloria Perez, viveu uma âncora de TV perseguida pelo serial-killer Edu.

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