Primeiras imagens de Tempo de Amar deixam claro: trata-se de um clássico novelão tradicional



Novo Mundo está prestes a se despedir do horário das seis e já deixa saudades. A novela de Alessandro Marson e Thereza Falcão promoveu uma deliciosa viagem histórica pelo período de transição que marcou a independência do Brasil de Portugal.



Agora, a missão de manter o horário aquecido é do veterano Alcides Nogueira, que volta às novelas no próximo dia 26 de setembro com Tempo de Amar, roteiro baseado em história do veterano Rubem Fonseca, escrita em parceria com Bia Corrêa do Lago (filha do consagrado autor) e dirigida por Jayme Monjardim.

O clipe prévio, recentemente divulgado com 23 minutos de duração, confirma uma impressão que as chamadas já deixavam: a trama apostará no bom e velho folhetim tradicional, com os típicos clichês do gênero. É um aspecto que, por si só, não desmerece uma obra, desde que seja feito de uma forma atraente. E as primeiras imagens confirmaram isso: um novelão clássico no bom sentido.

Ambientada em Portugal, no fim dos anos 1920, a história aborda o relacionamento de Maria Vitória (Vitória Strada) e Inácio (Bruno Cabrerizo). Ela é filha de José Augusto (Tony Ramos), poderoso produtor de vinho e azeite da fictícia aldeia de Morros Verdes. Ele, um humilde rapaz do vilarejo vizinho, Sobreiro, sustenta-se fazendo "bicos" e é criado pela tia, a doceira Henriqueta (Nívea Maria).

Os dois se apaixonam em uma festa e, após se beijarem pela primeira vez, ela decide não se casar com seu noivo, o jovem médico Fernão (Jayme Matarazzo), filho do melhor amigo de José Augusto. O casal se afasta após Inácio ir para o Brasil, entretanto, eles prometem se reencontrar.

Augusto respeita a decisão da filha de não se unir a Fernão, mas se revolta ao descobrir que ela está grávida e a envia para um convento, prometendo dar a criança para adoção ao nascer. Inácio, trabalhando no Rio de Janeiro, descobre que será pai e decide voltar a Portugal, mas é agredido após um assalto e encontrado pela jovem Lucinda (Andreia Horta), que se encanta por ele e alimenta este sentimento, disposta a impedir o reencontro do português com sua amada.

Esta série de desencontros, a julgar pelas primeiras imagens apresentadas, é marcada pelos típicos clichês do folhetim: o pai que não aceita a gravidez da filha, a mocinha que pensa ter sido abandonada pelo amado que se vê impedido de dar notícias, o jovem ricaço que não mede esforços para destruir o mocinho humilde. Elementos já conhecidos do grande público e que estão bem presentes no enredo. Porém, isto não é uma crítica. Uma novela tradicional pode muito bem ser atraente, desde que estes recursos sejam usados a favor da história. E a impressão deixada pelo clipe neste sentido é positiva.

Ainda merecem destaque as belas imagens de Portugal e a reconstituição de época, através da esmerada produção e do bom contexto histórico do fim dos anos 1920, especialmente o fim da República Velha brasileira, a crise de 1929 e a transição para a Era Vargas.

No elenco, Tony Ramos é um dos maiores destaques das primeiras cenas, vivendo o conservador José Augusto. Andreia Horta é outra que tem tudo pra brilhar, tendo nas mãos a apaixonada Lucinda.

Também chamam atenção as presenças de Regina Duarte, Cássio Gabus Mendes, Werner Schunemann, Deborah Evelyn, Marisa Orth, José Augusto Branco e Odilon Wagner; além de jovens promissores como Amanda de Godoi, Bárbara França, Giulia Gayoso, Lucy Alves (grande revelação de 2016 após seu impecável desempenho em Velho Chico), Marcelo Mello Jr., Sabrina Petraglia e Jéssika Alves.

A novela ainda aposta em novos nomes através dos estreantes Vitória Strada e Bruno Cabrerizo, responsáveis pelos protagonistas; e busca a versatilidade ao colocar Jayme Matarazzo, Nelson Freitas e Jackson Antunes para interpretarem tipos totalmente diferentes do que vinham apresentando nos últimos anos.

Tempo de Amar tem uma grande responsabilidade nas mãos, uma vez que Novo Mundo agradou o público com seu misto de aventura, romance e história do Brasil. A despeito da parcela de telespectadores que sempre clama por inovações e reinvenções, o novelão tradicional também tem seu público fiel e a tendência da faixa das 18h é continuar investindo nas histórias mais escapistas. E as primeiras imagens apresentadas confirmaram a aposta no folhetim clássico de época. Fica a torcida para que os autores apresentem uma história cativante e deliciosa de se acompanhar.

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