Em entrevista a Luciana Gimenez, Nuno Leal Maia comenta ausência da TV: "trabalhar na Globo agora está difícil"



Com mais de 40 anos de carreira e de 30 novelas no currículo, Nuno Leal Maia enfrenta hoje dificuldades para voltar aos folhetins. É o que o diz o ator em entrevista a Luciana Gimenez, no Luciana by Night desta terça-feira, 22h30, na RedeTV!.



"As coisas estão complicadas. Trabalhar na TV Globo agora, por exemplo, está difícil. Tem que ter essa disciplina deles - que vem lá de cima - e aí se transforma numa ditadura dramática. Antigamente não existia isso. A gente criava, a coisa brotava e o artista tem que ser assim mesmo", comenta Nuno, de volta ao vídeo na série Juacas, do Disney Channel e ausente da casa onde se consagrou desde Amor Eterno Amor (2012).

"Gosto de pegar personagem que dê para trabalhar. Se você tiver um [personagem] bacana, vale a pena fazer. Mas não topo fazer qualquer coisa, não", salienta o ator, destaque com suas composições em Mandala (1987), como o bicheiro Tony Carrado, e em Top Model (1989), como o surfista Gaspar Kundera.

Nuno Leal Maia, que também fez sucesso com seus personagens irritadiços em A Gata Comeu (1985), História de Amor (1995) e Malhação (1999), também fala sobre a dificuldade de chorar em cena: "Fiz um filme e, no final, me disseram que deixariam a câmera ligada esperando até que eu conseguisse chorar. Fiquei sentado, comecei a puxar e veio. É como se fosse o orgasmo do ator".

E por falar em A Gata Comeu, o ator certamente não acompanhou a onda saudosista que dominou as redes sociais por conta da reprise da novela no Viva, entre outubro de 2016 e abril deste ano. "Só vejo [a internet] quando quero descobrir algo no Google. De resto, só WhatsApp. Essas coisas todas são de maluco. Prefiro ver televisão do que mexer no computador", relata.

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