Acusados de não darem Ibope, musicais aumentam participação na TV em 2017



Quando a antiga MTV Brasil foi retirada do ar na TV aberta, Zico Góes, seu ex-diretor e hoje na Fox, dizia que música não dava audiência e que, por isso, o antigo canal musical decidiu investir em outros gêneros, como reality shows e programas de auditório.



Mas segundo o instituto GfK, em estudo divulgado nesta quarta-feira (19), em relação ao ano passado, em 2016, a música tem crescido sua participação na televisão aberta e fechada brasileira.

Neste ano, as emissoras já transmitiram aproximadamente 4,207 episódios de programas musicais, o que significa um alcance de 26,8 milhões de indivíduos nas 15 regiões metropolitanas pesquisadas pela GfK. É um número 15% maior que o mesmo período pesquisado no ano passado - os seis primeiros meses.

Para cada dez indivíduos que assistiram ao gênero musical, seis são mulheres, ou seja, elas representam 60% do público. Em relação à classe social, a maior participação é da classe C, com 50%, seguida pelas classes AB (28%) e DE (22%)

O mais curioso é que, mesmo com a maioria dos canais musicais sendo dedicados ao público jovem, existe um tipo de equilíbrio nas gerações. A principal faixa etária é a de 35 a 49 anos, com 23%, seguida pela faixa de 50 anos de idade ou mais (20%), 18 a 24 anos (18%), 25 a 34 anos (16%), 12 a 17 anos (14%) e 4 a 11 anos (10%).

Hoje, as metrópoles que mais consomem música na televisão estão concentradas na Região Sudeste. Em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória, são 18,5 milhões de telespectadores na média diária.

Depois, vieram Região Sul (2,8 milhões), Nordeste (2,6 milhões), Centro-Oeste (1,5 milhão) e Norte (1,4 milhão). O estudo do GfK foi feito por conta do Dia Mundial do Rock e Dia do Cantor, ambos celebrados no último dia 13 de julho.

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