Orange is the New Black mostra diversidade de uma nova perspectiva


Produção da Netflix que estreou na plataforma em julho de 2013 e estreia nessa quarta-feira (26) no Paramount, às 22h, Orange is the New Black é uma adaptação do livro de Piper Kerman no qual ela relata seus quinze meses de detenção em um presídio feminino.



Na série, acompanhamos a trajetória da protagonista chamada Piper Chapman (Taylor Schilling), uma nova-iorquina aparentemente comum que escondia um crime cometido no passado; ela transportou dinheiro proveniente de tráfico de drogas a pedido de sua então namorada, Alex Vause (Laura Prepon).

Piper deixa de lado essa parte de sua história durante dez anos sem ser descoberta e vive tranquilamente com seu atual noivo Larry Bloom (Jason Biggs), mas por alguma razão a história veio à tona e ela decidiu por se entregar a fim de abrandar sua pena.

Dentro da penitenciária de Litchfield, Piper, uma mulher de classe média-alta, privilegiada financeira e socialmente depara-se com um mundo que ela jamais imaginara conhecer. Sentimos logo no primeiro episódio que ela passa por um choque de realidade, que voltam a acontecer durante o resto da série até a temporada mais recente.

Apesar de Piper ser a protagonista da série, cada episódio tem uma protagonista diferente, contando a história de uma detenta do elenco principal, que devo observar que é grande e diversificado, combinando acontecimentos de dentro da prisão a flashbacks que mostram a vida daquela mulher antes de ter sido presa.

O que é um ponto muito positivo para a série, pois a protagonista me deixa constantemente sem paciência por seus problemas com reconhecer seus privilégios. Além disso, Alex Vause também se torna uma detenta de Litchfield, dando origem ao casal mais chato da série.

Sorte que temos muitas personagens e histórias interessantes acontecendo ao mesmo tempo que a ladainha entre Piper e Alex, como a história de Sophia Burset (Laverne Cox), uma mulher transexual que foi presa por fraude de cartões de crédito.

Na quarta temporada, testemunhamos um doloroso caso de transfobia e vimos Sophia ser posta na solitária sem ter se comportado de forma inadequada, privada de seu tratamento hormonal e isolada das outras detentas "para sua própria segurança", frente à superlotação da penitenciária. E olha que essa é apenas uma entre tantas personagens complexas e bem desenvolvidas ao longo da série. Cada episódio tem uma média de cinquenta minutos e aproveita ao máximo cada um deles.

Orange is the New Black é uma série que passa longe do clichê, é rica em conteúdo, lições de vida, comédia, mas não se engane, pois você também vai se emocionar e chorar muito.

Não é à toa que é uma das produções mais populares da Netflix: OITNB é uma série completa.


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