Simba avança com Net/Claro e deve confirmar Oi e Vivo juntas nos próximos dias



Aos poucos, a joint-venture Simba Content, formada por RecordTV, SBT e RedeTV!, vai conseguindo avançar nas negociações com as operadoras de TV por assinatura.

Segundo informações obtidas pelo TV História, as mais avançadas em negociações são Oi e Vivo. A segunda, que manteve o sinal das emissoras, já teria fechado um valor fixo.

Já a Oi também teve grandes avanços. O anuncio oficial do acordo da Simba com a operadora deveria acontecer na semana passada, mas, por estratégia, optou-se por esperar um fechamento do valor com a Vivo.

Com isso, o anúncio de acerto deve ser coletivo, para ter maior impacto. Ele deve acontecer nos próximos dias, já que o otimismo é extremamente grande dentro da Simba.

A empresa também tem boas novas nas negociações com Net/Claro, a maior em número de assinantes no Brasil - mais de 9 milhões de assinantes dos 18 milhões no Brasil. A operadora também avançou nas conversas, principalmente na questão de conteúdo além dos três canais abertos.



Para a Net/Claro, o maior problema para não pagar as emissoras abertas era o não investimento delas nas TVs por assinatura, o que a Simba promete fazer caso o acordo aconteça. Um canal de reprises seria lançado quase de imediato. Outro de notícias, um desejo antigo da RedeTV!, que conversa com a CNN para um lançamento nesse sentido, também pode estar no pacote.

No entanto, ainda não tem previsão de um anúncio de acordo, ou até mesmo de uma volta dos sinais das emissoras abertas. Isto ainda está longe de ser discutido, pelo menos por enquanto.

Novamente, a única que sequer se reuniu com a Simba foi com a Sky. O curioso é que, nesta semana, a Simba sequer solicitou reunião com a operadora, diferentemente do que ocorreu nas últimas semanas.

A Simba existe desde 2015, mas apenas em maio do ano passado seu funcionamento foi aprovado pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O funcionamento pleno começou no início deste ano.

A união já rende frutos impressionantes. Em fevereiro, Ratinho, Rodrigo Faro e Luciana Gimenez, três das maiores estrelas das emissoras da joint-venture, se uniram para anunciar o fim da TV analógica em comerciais.

No fim de março, as emissoras retiraram seus sinais digitais das TVs a cabo por não receber por eles e alegar intransigência ao não conseguir negociar com Net, Sky, Vivo, Oi e Claro.

A Simba surgiu da necessidade dos canais de cobrarem pelo seu sinal na TV por assinatura. Segundo elas, a Globo recebe dinheiro pelo seu sinal e todas as outras não conseguem um centavo das maiores operadoras do Brasil.

A expectativa é que cerca de R$ 200 milhões, apenas com as assinaturas, cheguem aos cofres dos canais se todo o plano pretendido for seguido à risca - este valor apenas na Grande São Paulo, onde estão 7 milhões de assinantes.

Esse dinheiro deve ser aplicado na produção de conteúdo. Elo mais fraco da corda, a RedeTV! espera que essa joint-venture ajude o canal a diminuir os horários vendidos em sua grade - hoje em mais de 50% no total.

Procurada pelo TV História, a assessoria de imprensa da Simba confirma as informações divulgadas neste texto.







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