Quem não assiste reality show que atire a primeira pedra! Mas está na hora de respirar



Pois é, eles são muitos. Existem aqueles de comida, os que acompanham a vida das celebridades, aqueles que reformam as casas e o que confinam as pessoas em uma casa na busca por fama, dinheiro ou apenas diversão. E a televisão é o lugar onde assistimos tudo isso acontecer.

Sabemos que essas produções possuem milhares de profissionais por trás das câmeras e também milhões de reais investidos nesse tipo de programa televisivo.

Após o BBB 17 terminar na quinta-feira (13), com média de 23 pontos na audiência, segundo o Ibope, vários portais deram a sua opinião sobre o reality e tudo que aconteceu nesta edição. No entanto, eu vou mais longe: quero falar sobre os realities na TV aberta.



Atualmente, esse tipo de programa fica no ar na TV, em média, de três a seis meses, na qual os fãs são extremamente dedicados sobre o que ocorre neles. Também vemos tal repercussão nos meios de comunicação e, principalmente, na internet. Não precisamos falar do próprio BBB, da Globo, e o MasterChef, da Band, que são belíssimos exemplos de engajamento.

Entretanto, acredito que as tevês brasileiras precisam urgentemente rever as fórmulas dos programas e também o período de exibição. Em 2018, o Big Brother Brasil alcançará sua 18ª edição, com pequenas mudanças ali e aqui ao longo dos anos.

O reality culinário da Band não fica atrás: ano que vem o programa chegará à sua 5ª edição e também com sutis mudanças, além do MasterChef Kids, The Voice, The Voice Kids....



Se pegarmos, por exemplo, o Ibope de cada programa citado acima é notável que, ao longo do tempo, todos perderam audiência. Podemos creditar essa perda aos formatos que já se tornaram engessados, por mais que a grande maioria ainda assista. Porém, é perceptível que o público também esteja cansado de ver a mesma coisa acontecendo edição após edição.

Aliada ao formato, outra questão que acredito que contribuiu para a queda da audiência, é a repetição dos realities na TV aberta. É obvio que as emissoras ganham rios de dinheiro com isso, e o público siga fiel, mas o fato é que esse formato precisa de um "respiro" na grade de programação.

Se os grandes realities fossem exibidos "um ano sim, um ano não", a grade de programação teria este tal respiro e deixaria a mesma com um leque maior para produções nacionais ou internacionais (leia-se séries, filmes, uma nova linha de show, etc.).

Acredito que esteja no momento de os executivos repensarem os formatos juntamente com este respiro, porque, sem sobras de dúvida, com essa mudança teríamos mais assuntos para discutimos, aprendermos e comentamos nos meios de comunicação, nas redes sociais e, principalmente, aqui no TV História, além de uma programação mais diversificada e rica na TV aberta.

DOUGLAS SILVA é formado em jornalismo, trabalhou como produtor e social mídia em rádios e TVs de BH. Ama falar sobre televisão e tem paixão por fotografia e futebol americano. Contatos podem ser feitos pelo Twitter: @uaiteve. Ocupa este espaço às terças




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