Mudanças repentinas fazem SBT voltar à época que já devia ter deixado para trás



O ano era 2007. Meio atordoado com o que estava acontecendo - uma concorrente investindo fortemente em conteúdo e em estrutura para produção de jornalismo e novelas, no caso, a Record, o SBT estava sem saber o que fazer.

A ideia era também investir em jornalismo ou em algo que parasse - ou pelo menos colocasse um freio no avanço de audiência da concorrente, que parecia não ter precedentes. Era a chamada "arrancada da vitória".



O SBT prometia "novos programas, novas novelas, novas contratações". O problema é que aquela arrancada virou uma piada assustadoramente de mal gosto. O ano de 2007 ficou marcado de forma negativa na grade de segunda a sábado.

Mudanças diárias ficaram características. Quem não se lembra, por exemplo, da novela Destilando Amor, que marcou 2 pontos e saiu do ar no fim da tarde do SBT para a entrada do bom e velho Chaves?

Além disso, uma nova versão do Fantasia foi produzida pelo SBT, onde Luiz Bacci, hoje conhecido, fez o programa por apenas um dia na época em que ainda era um aspirante a apresentador. Nem falo aqui de Curtindo Com Reais, Você é o Jurado, entre outros programas esquecíveis.

Este era um tempo que parecia ter sido deixado para trás no canal de Silvio Santos. O problema é que, nesta semana, tudo pareceu ter voltado de forma tão forte, que alguém se pergunta como isso pode acontecer.

De terça para quinta, foram três mudanças, uma em cada dia. A mais inacreditável delas: a colocação do Primeiro Impacto no horário do almoço, por três horas, do nada, sem chamadas e com um efeito surpresa absurdo e assustador.

Dois pontos nisso tudo. Primeiro: o Balanço Geral, concorrente direto, é um programa extremamente consolidado e é líder de audiência a partir das 14 horas. Segundo: o SBT não investe com força no jornalismo há algum tempo, e quer ter muito disso sem colocar um tostão a mais.

Não é assim que se cresce, não é a assim que as coisas funcionam. Parece que o SBT havia aprendido a lição. Balela. Silvio, como dono e maior anunciante, pinta e borda. E, assim, 2007 volta com um número 1 na frente do 7. 2017 pode ser mais sombrio nas mudanças de grade, e quem perde com isso é só o SBT.

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