Completando 55 anos de carreira, Joana Fomm conseguiu primeiro papel após desafiar diretor



Consolidada com quase 55 anos de carreira, os quais incluem expressivos filmes e novelas da dramaturgia nacional, a atriz Joana Fomm é a convidada desta terça (07/03) do Persona em Foco, que vai ao ar às 23h30, na TV Cultura. Entre outros assuntos, ela conta que conseguiu seu primeiro papel após desafiar o diretor Wilton Franco (1930-2012).


JOANA FOMM (JAIR MAGRI/CULTURA)

Na atração, que tem como entrevistadoras a atriz Cláudia Mello e a atriz e jornalista Ana Maria Cerqueira Leite, Joana conta passagens de seus 76 anos de vida e quase seis décadas de carreira. Nestes, contabiliza inúmeros trabalhos de dramaturgia que fizeram sucesso na televisão, cinema e, principalmente, no teatro.

Registrada como sendo filha de seus tios e não dos pais sanguíneos, Joana comenta sobre sua infância, período em que ficou conhecida por "peixinho", já que sempre, ao sair da escola, ia direto à praia do Rio de Janeiro, local em que morou durante muitos anos, nadar com os banhistas.

Ela também relata que, para poder se tornar a atriz que queria, teve de manter o pé firme na decisão e provar aos pais num período de um ano que esta era realmente a escolha correta.

Depois disto, tomada pelo sentimento de certeza, Joana foi em busca de seu sonho. Viu um anúncio da TV Rio, na época em que já fazia parte do teatro, e foi fazer o teste com todo atrevimento que tinha.

No local, encontrou Wilton Franco e disse: "Olha, vocês estão precisando de uma atriz. Estou aqui", no que ele replicou nunca ter ouvido nada sobre ela. No mesmo instante, Joana falou: "Se não me der uma oportunidade, vai continuar sem ouvir né". Desta maneira, conseguiu seu primeiro papel na televisão. E assim foi constituindo sua carreira pelas emissoras que passou, como SBT, TV Globo, TV Cultura e outras.

Um tempo depois, Joana estava em São Paulo. Foi trabalhar com o Teatro de Arena. Ela queria fazer peças mais politizadas, que a fizessem entender o que estava acontecendo no Brasil. Com a tomada dos militares no governo, o Arena acabou e ela foi trabalhar como jornalista e em programas de TV, encenando sua primeira novela, O Desconhecido, de Nelson Rodrigues.

Quatro anos depois, em 1968, estreou na TV Globo e começou a trabalhar em diversas novelas, consolidando ainda mais sua carreira com personagens de enorme sucesso como as vilãs Perpétua, da novela Tieta, e Yolanda Pratini, de Dancin's Day, que lhe renderam dois prêmios: Troféu Imprensa e APCA, respectivamente. Além de dois CANDANGO em A Vida Provisória e Césio 137 - O Pesadelo de Goiânia, e do prêmio Air France por sua atuação nos filmes Gamal, Delírio do Sexo e As Gatinhas.


PERPÉTUA (MEMÓRIA GLOBO)

Além disto, a atriz recebe depoimentos apaixonados de seus companheiros de carreira como Juca de Oliveira, Nuno Leal Maia, Ignácio de Loyola Brandão, Paulo Cézar Pereiro, Walther Negrão, José Mayer, Elizabeth Gasper e Ana Lucia Torre.







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