24 de março na história da TV: em 2006, terminava a minissérie JK


Confira os destaques do dia 24 de março na história da televisão brasileira:

No dia 24 de março de 1971, estreava a novela O Cafona (Globo).

Trama de Bráulio Pedroso para às 22h, centrada em Gilberto Athayde (Francisco Cuoco), viúvo que ascende socialmente, despertando interesse de Beatriz (Tônia Carrero) e Malu (Renata Sorrah), mas mantém o perfil grosseiro - que encanta sua secretária, Shirley Sexy (Marília Pêra). Foi a partir desta novela que a Globo passou a exibir o aviso "qualquer semelhança com pessoas vivas ou mortas e com fatos reais terá sido mera coincidência", em função dos protestos de figurões da sociedade carioca que se julgavam retratados pelo autor.



No dia 24 de março de 1973, terminava a novela A Revolta dos Anjos (Tupi).

A trama contava com nomes como Eva Wilma, Oswaldo Loureiro, Nádia Lippi, Ewerton de Castro e Bete Mendes - o casal Silvia e Ricardo e seus filhos Norma, Raul e Estela - e debatia temas como o empoderamento feminino. Bastidores: a novela foi anunciada como a primeira a cores da televisão brasileira, mas a falta de alguns equipamentos adiou o projeto; a produção acabou exibida em preto e branco.



No dia 24 de março de 1975, estreava o humorístico Azambuja & Cia (Globo).

O malandro Azambuja, até então apenas citado nos monólogos de Chico Anysio no Fantástico, ganhou voz e corpo - vários desenhistas, amigos seus, criaram diferentes estilos para o personagem até que Chico encontrasse o mais apropriado. No seriado mensal, o larápio tentava aplicar golpes surreais, que sempre davam errado, com a ajuda de sua turma - Arnaud Rodrigues, Dorinha Duval, Tião Macalé e Wilson Grey.



No dia 24 de março de 1978, estreava o programa Brasil Pandeiro (Globo).

Betty Faria esteve à frente desta atração que buscava resgatar a memória da música brasileira. O texto de Ronaldo Bôscoli contemplava apresentações no palco e esquetes. No único quadro fixo do programa, assinado por Ruy Castro, Betty vivia a heroína Maria Maravilha. O humorista Ronald Golias também participava. Brasil Pandeiro era exibido mensalmente, dentro da faixa Sexta Super.



No dia 24 de março de 1989, terminava o jornalístico Globo Economia (Globo).

Além de informações sobre as atividades encerradas do mercado financeiro, o boletim - apresentado após o Jornal da Globo (1982) - destacava os fatos, como as ações políticas, que influenciaram as bolsas no dia seguinte. A apresentadora Lilian Witte Fibe buscava levar as notícias ao público de um jeito simples. Também abriu especial para debates especiais, como, por exemplo, juros das prestações da casa própria.



No dia 24 de março de 2003, estreava a novela Agora é que São Elas (Globo).

Segundo voo solo de Ricardo Linhares, agora às 18h. Com audiência claudicante, a novela demandou ajustes que acabaram por torna-la uma produção agradável, de índices satisfatórios. Em cena, Miguel Falabella como prefeito Juca Tigre, dividido entre a esposa Van-Van (Marisa Orth, em excelente fase) e a ex, Antônia (Vera Fischer), com quem tivera uma filha, Léo (Débora Falabella), sua rival na política.



No dia 24 de março de 2006, terminava a minissérie JK (Globo).

O texto de Alcides Nogueira e Maria Adelaide Amaral, dirigido por Dennis Carvalho, recontava a trajetória de Juscelino Kubitscheck, da juventude à presidência da República. Wagner Moura e José Wilker dividiam o personagem-título; Débora Falabella e Marília Pêra se encarregaram da primeira-dama, Sarah. Último trabalho de Ariclê Perez, que faleceu dois dias após o término das gravações.



No dia 24 de março de 2009, estreava a novela Promessas de Amor (Record TV).

Última temporada de Caminhos do Coração (2007), trama de Tiago Santiago sobre mutantes. Marcada pelo insucesso, Promessas de Amor buscava retomar o romantismo da primeira fase, aplacado pela aposta nos "seres geneticamente modificados" de Os Mutantes (2008). No elenco, Renata Dominguez, Luciano Szafir, Marcos Pitombo, Maytê Piragibe, Bianca Castanho e Léo Rosa.


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